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Caern dos Portões de Ferro

O Caern dos Portões de Ferro - nome dado ao que sobrou de um antigo e demolido castelo medieval, onde nos tempos modernos passou uma ferrovia que, na Segunda Guerra Mundial, entroncava-se com a rota de deportação dos judeus. O caern fica a relativa distância deste antigo sítio, que na história secreta do mundo foi palco de contenda entre Fenris e Shadow Lords desde a aurora dos tempos. A última refrega devastou de vez o lugar.

Localiza-se a vários quilômetros a oeste de Praga, onde no passado guerras pelo domínio do território entre Get of Fenris e Shadow Lords marcaram a região. Após o último combate, o castelo que dominava a paisagem foi destruído, e o caern foi esquecido. Por quase um século o caern permaneceu assim, até que os Children of Gaia o encontraram. Isto reaqueceu o interesse de ambas as tribos nesta fronteira, mas hábeis acordos garantiram a dominância dos Children of Gaia neste misterioso e sombrio caern.


Características

Nome: Portões de Ferro

Localização: República Tcheca

Cidade mais próxima:

Nível: 3

Película: 3

Divisa:

Alcance máximo das pontes da lua:

Totem do Caern: Nevoeiro (Fog)

Tipo: Gnose – Honra


Septo do Caern

Elders

Athros

Adrens

Fosterns

Cliaths

Matilhas do Caern



Área Física do Caern

Tellurian

As antigas vilazinhas medievais foram ou devastadas na Segunda Grande Guerra ou realocadas para centros urbanos populares no período dos soviéticos. Como resultado, a área se tornou realmente agreste, à exceção da velha linha de trem e uma ou outra rodovia mais distante, e casas semi-abandonadas. Um agreste não muito convidativo, mas que os lupus casuais podem se satisfazer com isso.

Kinfolks habitam as cercanias, nas últimas destas vilas, ou em acampamentos ciganos, ou simplesmente isolados. Ocorrem, às vezes, desavenças mais sérias e ocasionais por motivo real algum.

Mundo Espiritual

Umbra

No umbra, o antigo castelo ainda está lá, sendo evitado por todos que por ali passem: a linha de ferro também o corta, mas o problema é que muitos espíritos ancestrais Fenris e Shadow Lords reencenam suas guerras e combates terríveis sucessivamente, tornando-se um risco para viajantes do umbra ali pernoitarem. O que não se sabe é que o castelo é uma passagem para Battleground.

Em algumas raras ocasiões, devido à interferência dos líderes do caern, os espíritos podem interromper seu ciclo de violência, enquanto alguns frágeis acordos vêm sendo, a muito custo, estabelecidos.

Há dois dias em que toda a hostilidade cessa, conforme esses acordos. Um é o dia da capitulação oficial da Alemanha nazista, 8 de Maio (1945). O outro é no Equinócio.

Distante dali, o centro do caern é composto de uma laguna, próxima a um dólmen, em uma terra de árvores baixas, bastante charnecas e colinas baixas, onde no umbra se encontram várias cavernas que podem e são utilizadas pelos garous locais.

Umbra Negra

Na umbra negra do local, a ferrovia está lá, sempre passando com vagões fechados cheios de pregos e arame farpado, lotados de fantasmas.

O Trem dos Mortos – as noites que circundam a Lua Nova costumam se especialmente tenebrosas, naquela região, refletindo-se no clima ao redor, com névoas mais frias e espessas do que o costume e fora de alguma hora firme. Os animais da região começam a adotar um comportamento mais furtivo e calado, raramente se expondo, e algo similar ocorre no umbra e espíritos animais.

Durante a Lua Nova, o trem espectral cruza as fronteiras espirituais e durante um trecho de cerca de 200 metros, ele cruza a tellurian na trilha de ferro real, e bem no meio deste trecho está o pórtico do antigo castelo. Do nada ele vem, e para o nada ele vai.

Não há como definir o trem, completamente escuro e em uma noite sem lua. A única forma de senti-lo, além do barulho normal de um trem a vapor – e com tons mais agudos e medonhos – e a luz do farol, uma luz baça, branca e semi-amarelada, que começa a surgir, além de que o trem costuma ser mais negro do que a noite em si.

O trem, relatado pelos aldeões desde os anos 50-60 (ainda que se acredite que ele tenha se formado nos anos 40), nunca parou, mas sempre há histórias de um garou jovem e destemido – em geral “o amigo de um amigo”, mas se há uma verdade por trás disto, nem os Galliards estão contando – que pulou no comboio, para daquilo tudo saber mais, desaparecendo juntamente com ele, e nunca mais foi visto. Desde então, há quem diga que por breves instantes, de um ponto alto, dá pra ver o reflexo através das frestas de um vagão de um item que o garou levava consigo, sendo seguro por mãos esquálidas.

Durante a noite do trem, é normal ver o caern quase cheio, de garous e espíritos da floresta, em busca de proteção. Os garous jamais irão admitir o medo que se espalha naquela noite, podendo ir às vias de fato contra quem disto acusá-los. Sabiamente, os co-líderes do septo instituíram um ritual de meditação e contrição pelos mortos pela histórica covardia, para tanto oferecer uma boa justificativa para os que lá estiverem assim como acalmar quaisquer ânimos.

A influência do totem do caern

A área ao redor do caern está sempre envolta em névoa, dificultando sua localização. Dependendo da época do ano, a névoa pode se estender até as ruínas do castelo e as vilas mais próximas, ou se limitar à mata e as charnecas eternamente úmidas.

A névoa leva os garous da área a desenvolverem um certo senso de prontidão (Alertness, Survival) mais acurado do que o normal, e um certo gosto pela furtividade (Stealth), especialmente os Warders. Com o tempo, os garous locais, sem que notem, acabam sendo levados a sussurrar.

O centro físico do caern é uma laguna parada, sempre sendo frio por ali, no meio de terreno lodoso e de difícil acesso e caminhar. Sem ser visto por nenhum homem em muitos séculos, há um dólmen fora de mão, da época dos celtas, todo coberto por limo, sob o qual garous do Conselho se reúnem. No umbra, esse dólmen tem um aspecto maior, sob o qual a forma crinos pode se sentar.

E é importante notar que, se o Nevoeiro quiser, ele “tranca” a entrada do caern, nublando o caminho de quem quiser passar lá, dificultando em muito o progresso de uma caminhada, abrindo mais a luz em falsos atalhos, etc. O próprio Sentinela-de-Gaia ficou sem conseguir encontrar o caminho até a laguna uma vez, enquanto não decifrou um dado enigma exigido pelo totem.

Habilidades sensoriais lupinas, assim como certos dons, podem efetivamente levá-lo, com pelo menos o quádruplo do tempo necessário, até onde for no caern – o que não significa que o totem fique satisfeito com garous mais teimosos.

O Nevoeiro ainda pode facilitar a vida para os garous que realmente se dedicam em manter e proteger o caern, misticamente deixando a visão de todos desobstruída, mesmo em meio a mais densa neblina, em vantagem a invasores e agressores – mas, para tal, alguns anos até são necessários. Mas o garou sabe que está caindo nas boas graças do Nevoeiro quando ele começa a não tropeçar a cada dois passos, e a achar que é fácil chegar aonde for.

Garous do caern que se ausentem por muito tempo têm que ser reapresentados em um ritual apropriado, no qual ele sussurra ao Nevoeiro algum segredo ou feito, para poder ser lembrado. Se isso é devido a uma falta de memória ou capricho do totem do caern, ninguém que esta resposta saiba está falando.

O Nevoeiro não tem nada contra os espíritos que sejam de Gaia, mas favorece aqueles que, de uma forma ou de outra, relacionam-se com os segredos: Uktena, Coruja, Esfinge, etc.

Dons como Call The Breeze são resistidos pela gnose do totem, e extremamente mal-vistos pelo Nevoeiro. Pedidos e preces devem ser feitas para que tais dons possam ser usados, para não enfezar o totem.

Diplomacia

Diplomacias tribais

Bem ou mal, os Children of Gaia são invasores em um conflito de inúmeras gerações. Para muitos Get of Fenris e Shadow Lords, a tão somente almejada paz só é possível através da submissão de seu lendário oponente – e não por uma intermediação de terceiros que ninguém pediu, em primeiro lugar.

Apesar do Caern do Punho de Sangue, por hora, estar apoiando a decisão sobre o Caern dos Portões de Ferro, e Margrave ter dado a ordem para colaboração; muitos Fenris e Shadow Lords não estão dispostos a aceitar isto facilmente, por vezes montando esquemas mesquinhos para desestabilizar o outro lado no caern – ou o septo residente inteiro.

Diversos motivos são apontados como “justificativa” para seus atos, desde a velha ladainha sobre a área ser de justa herança de sua tribo até presença de um Silver Fang no Conselho -- ameaçando o aumento da influência de sua tribo neste caern, malditos invasores não-consultados em querelas ancestrais.

Uma sorte pesando em prol do septo é que ambas as tribos são bastante rígidas na punição de seus infratores, e são poucos os que realmente vão além das palavras e partem para alguma ação.

Diplomacia entre Caerns

A diplomacia entre Caerns é importante pois mostra os contatos e alianças entre os vários Caerns e seus septos e o Caern residente.

A indicação diplomática não indica necessariamente que existam as pedras do caminho que possibilitam a abertura de pontes da lua entre os caerns. O nível diplomático indica a relação entre os caerns.


Caern Localização Nível diplomático Pedras do Caminho
Caern do Céu Noturno Valáquia, Romênia RestritoSim
Caern do Vento Frio Copenhague, DinamarcaSuperficialNão
Caern do Punho de Sangue Floresta Negra, AlemanhaRestritoSim


Não é um caern particularmente ativo em relações diplomáticas, em parte pelos acordos firmados entre os Shadow Lords e os Get of Fenris , em parte por ser um caern de natureza e totem reclusos. Garous e alcateias que ajudem nesse aspecto - a melhoria de laços diplomáticos - podem receber a gratidão da seita local. 

Relações Especiais

Corax

Desconhece-se, ainda que algum contato com os Corax, face ao leve favorecimento do corvo por ambas as tribos conflitantes não seja difícil de imaginar.

História do Caern

Um antigo castelo (Eseiners Tor: Portões de Ferro) na região, que viu ser mudado de mãos entre influências Shadow Lords e Get of Fenris inúmeras vezes, dá o nome à área para os garous.

Até a Primeira Guerra Mundial, os Shadow Lords mantiveram a última soberania no local por quase vinte e cinco anos consecutivos através do Septo da Marca do Oeste, até que a guerra trazida da Alemanha veio e os Fenris devastaram completamente o lugar. No umbra, entretanto, o castelo dura até hoje, entretanto estando com uma bizarra linha de trem espectral passando bem no meio e saindo pelo portão – o reflexo do que ocorre na tellurian, com uma ferrovia passando sob o arco do portão da frente, sendo a única coisa que restou do lugar, salvo ruínas em pedra espalhadas pela área.

O Septo da Marca do Oeste foi derrotado, e quando o castelo foi destruído, notou-se que o caern definhou. Sendo uma área problemática, aquilo foi deixado “para depois”, na lista de prioridades de ambas as tribos, e por cerca de setenta e cinco anos o lugar foi esquecido, lembrado apenas por haver kinfolks de nenhuma estirpe por lá.

Nos anos 80, dois garous, investigando sobre linhagens perdidas de judeus, filhos de sobreviventes, seguiram seu caminho por parte da Tchecoeslováquia, tendo que ser bastante cautelosos para não chamar atenção de um regime de força, procurando seus objetivos através de modos menos ortodoxos do que papel em arquivos embolorados e com grandes entraves burocráticos para se alcançar.

Seguindo o que se sabia ser uma ferrovia que transportava judeus para Auschwitz, chegaram a uma região inesperadamente agreste e com uma atividade no umbra tensa, quase hostil. Percebendo que deveria haver algum problema, eles chegaram ao Castelo dos Portões de Ferro, sendo quase mortos pelos espíritos ancestrais que ali batalhavam.

Após se recuperarem dos ferimentos, prosseguiram com mais cautela, ocasionalmente ouvindo de aldeões sobre o castelo em ruínas, e as estranhas histórias que ouviam. Não demorou muito até seguirem, pelo umbra ou pela tellurian, por pequenos córregos que abasteciam uma terra de charnecas, até o que um dia foi um caern bastante disputado, em um lugar isolado pela vegetação e acesso difícil pelas colinas ao redor, e especialmente em meio a neblinas sem fim.

Prontamente, estes dois garousSentinela-de-Gaia e Chora-Pelos-Mortos – alertaram sua tribo, que mandou reforço, em uma tentativa de reabrir o caern. A guerra contra a Wyrm se fez, quando do Castelo emergiram forças negras que tentaram deter o processo. Três vezes mais os Garous que hoje existem no caern Children of Gaia, Bone Gnawers, Black Furies, Silver Fangs e mesmo Fenris e Shadow Lords desgarrados – defenderam e tombaram na revitalização. Ao fim de tudo, o Nevoeiro naturalmente se manifestou, abrindo exceções em sua sombra para que os mortos pudessem ser encontrados e honrados.

Não demorou muito até que Fenris e Shadow Lords soubessem do que acontecia, e corressem para lá – apenas para encontrar um lugar organizado e começando a funcionar. Intenso debate se seguiu, com a presença de tribos fora da área como parte neutra, e o parecer foi dado aos Children of Gaia, que em nome da unidade da Nação Garou, de imediato convidou pessoal de ambas as tribos envolvidas historicamente para, pacificamente, trabalharem em conjunto pelo caern e pelo bem geral. Os Get of Fenris acharam isto uma atitude honrada, e os Shadow Lords sabem esperar. Um acordo foi assinado e sacramentado pelo philodox Juiz-dos-Lobos, este depois convidado a integrar o Conselho.

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