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Família Barion

Etiénne Barion surge como o fundador da família Barion, e ele sequer foi um garou: mas antes, um dos maiores aliados de Garra-de-Ferro, e pai da primeira de suas esposas. Os Barion eram uma família de mercadores de bons contatos na época, rumorado-se que seriam mesmo kinfolks da desaparecida linhagem de Garra-de-Ferro – e que com o vínculo e posterior vitória dos Silver Fangs beneficiou-se de maneira formidável. É uma família que precede a todas, e que de certa forma, deu origem a todas as demais, fato histórico estrategicamente lembrado de tempos em tempos – em geral, sucedido pela lembrança de que o primeiro garou nascido vindo de Garra-de-Ferro foi sob um casamento com os Van Der Weken.

Na época, um grande castelo chegou a ser construído, para ajudar a vigiar o caern, sob o comando dos Barion, e a Baronesa Anabelle Graça-Mortal foi reconhecida como grande matriarca, sob a qual a família ganhou um título e prosperou como os grandes donos de terra que ainda são hoje em dia. Seus descendentes conseguiram ampliar o título até o Condato.

A liderança do caern pode variar, mas o castelo é Barion, disto nunca se discutiu -- salvo pela insistência dos Van Der Weken. O Cervo, sendo um espírito forte na região, adotando o caern, demonstrou uma certa predileção pelos Barion, constando mesmo em sua hieráldica.

Os Barion costumam ser anfitriões bastante formais, porém generosos, orgulhando-se em serem hospitaleiros -- mas se convidados se provam indignos do tratamento, as portas se fecham gentil, rápida e definitivamente.

Durante a II Guerra Mundial, diversos refugiados pelos campos, e até mesmo oficiais aliados fugindo dos nazistas encontraram abrigo com aquela "estranha gente" e sendo ali mantidos por meses e meses até, até que a situação estivesse segura. Quando a maré se virou contra os nazistas, as indicações sobre a localização do castelo curiosamente se perderam, e não havia nenhum registro de movimentação de tropas nazistas próximo o suficiente daquela área sempre nublada.

Não obstante, os Presas de Prata puderam afiar suas garras no conflito, quando uma Matilha de Get of Fenris ligados ao exército nazista entraram na área do caern com dois pelotões da Waffen-SS em carros armados, exigindo a entrega de qualquer refugiado militar ou de sub-raça. O único registro desta presença é, até hoje, alguns capacetes ou condecorações nazistas guardadas como troféus em alguns cômodos e quartos do Castelo.

Isto tudo se deu ao sucessor de Koenraad Régio-Falcão na liderança do Septo, a Philodox Adele Olhos-para-Luna, dos Barion, que resolveu proteger quem pedisse abrigo naqueles tempos dificeis, como uma pequenina pena a ser cumprida pelos crimes Garou durante o Impergium -- motivo pelo qual muitos Fangs repudiaram esta iniciativa, mas obedeceram de cabeça baixa e orgulho engolido.

No Século XX, foi este o grande momento de aproximação com o Septo Plebeu, com o qual uma ajuda foi coordenada para a evasão dos fugitivos nazistas. O comando da Philodox é até hoje cantado com saudade por Galliards fora deste caern, como Fé-Amargurada. Foi dela a iniciativa de se criar uma cadeira a mais no Conselho, representando os plebeus, na expectativa que algum dia outro desastre pudesse se abater sobre os menos afortunados em geral.

Luz-da-Verdade, neto de Adele, faz o melhor para manter o bom nome iniciado por ela, mas simplesmente lhe falta o talento para tal, mais interessado no grande jogo político entre as Casas e dentro do Caern.

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