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Família Van Der Weken

Com laços fortes dos holandeses, é a família pela qual a Grande Klaive alcunhada Lâmina Paladina passou de mãos, vindo diretamente de Garra-de-Ferro. É baseado nisto que esta família clama ser a legítima herdeira do caern.

Mortiz Haas van der Wekken, “Moritz Imperator”, no Século XVI começará a fazer a fortuna da família co-financiando o futuro tráfico de escravos para as Américas e Caribe.

Favorecidos pelo Falcão, esta família originariamente gerou artistas, juristas e grandes pensadores especialmente pela Holanda. Aqueles que se Transformavam eram enviados diretamente para o treinamento no Caern da Gruta Funda, onde os aspectos rurais do lugar frequentemente contrastavam com a já sofisticação das cidades emergentes do Renascimento e da era Moderna.

Entretanto, a ambição foi a marca desta família, enriquecendo absurdamento com a Companhia das Índias Ocidentais, que envolvia o tráfico de escravos - coisas que alguns Garous nunca estiveram com uma posição definida: se aquilo lembrava o Impergium, tanto melhor para uns, mas para outros, os humanos escravizados eram justamente os que mais reverenciavam os espíritos e levavam um modo simples de vida - e havia os que acreditavam que aquilo era simplesmente uma abominação, mediante a relação entre a vida e a liberdade. Os Van Der Weken não se importaram muito com este último detalhe, e alguns notaram que o Falcão começou a se ausentar dos escolhidos desta família.

Durante os 1600, no período do Rei Aaron Everstone, da Casa da Neve do Inverno, quando ele antagoniza Fiannas e Fenrir ao mesmo tempo, os Van Der Weken, apesar das rivalidades comerciais entre Inglaterra e Holanda, enviou reforços em nome de antigos acordos - em vão, não garantindo o destino da agora extinta Casa britânica. Esta aliança não pegou bem, para o lado da concorrência. Ascende a Casa do Uivo Austero, que chegou a ficar do lado de diversos septos Fianna e Fenris, discordando frontalmente do Rei Everstone, e desqualifcando diversos acordos entre a Neve do Inverno e os Van Der Weken, que não tinham peso político para protestar contra toda uma Casa que agira com glória e honra; por mais dolorosa que fossem seus feitos. Os Van Der Weken em silêncio amargo permaneceram.

Pelo Século XVIII, entretanto, o Galliard Nicolaas "Sonata" e a Philodox Hendrika "Justiça-Serena" chefiaram um movimento parcialmente baseado nas raízes do Humanismo para que sua família abrisse mão dos lucros da escravidão. Uma dissensão ocorreu, com muitos presos ao dinheiro, lucro e posições, enquanto outros se comoviam pelo fato de que o Falcão surgia sobre o ombro de ambos.

A renovação espiritual dos Van Der Weken não se deu sem um certo derramamento de sangue fraternal - mas a causa justa prevaleceu, no final. Este processo acarretou a morte de Sonata e Justiça-Serena, relembrados até hoje com tristeza, como mártires da Família e do Caern. A data da morte deles é relembrada em contrição ritual por todos os Garous do Caern.

As vozes da moderação desta Família, no entanto, parecem estar em falta. Koenraad Régio-Falcão, o avô do atual Líder do Septo, o Elder Presas-de-Prata, esteve no gerenciamento das colônias indonésias de forma menos do que benévola para os nativos. Uma política de vitória a qualquer custo parece novamente ter se reinstalado no coração Van Der Weken, apesar dos sacrifícios de Sonata e Justiça-Serena.

Após a guerra contra a Casa do Uivo Austero, diversas propriedades em Edinburgh foram tomadas, mas as erradas vizinhanças vêm se mostrando um problema constante. Por sua vez, Os Fianna aparentemente não se esqueceram da antiga aliança entre a Neve do Inverno e os Fangs holandeses, preparando-se para retomarem o que sentem ser seus desde priscas eras. É claro que um novo conflito entre ambas as Tribos tem apenas a favorecer o inimigo, e face à falta de maiores habilidades diplomáticas da Família Van Der Weken, a situação se torna o proverbial barril de pólvora. A Casa do Olho Cintilante teme que esta vitória comece a custar mais do que deveria.

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