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Alfa: Longo-Vôo-da-Águia

Membros:

Totem da Matilha: Unicórnio

Filiação: nenhuma

Começou nos anos 50 com um theurge chamado Espírito-Que-Uiva, dos Children of Gaia, que após pedir um Dom a um espírito-ancestral, terminou por embarcar em uma longa jornada pelo Umbra, até chegar à desconhecida terra ancestral da raça dos homens-javali. Lá, ele ouviu o ressentimento dos espíritos dos Grondr, e voltou de lá com a extensão dos crimes de seus ancestrais.


Perambulou por diversos septos e caerns da Europa e Ásia, nem sempre sendo bem-vindo com sua proposta, e mesmo sendo ameaçado de morte algumas vezes: ele pregava que todas as Tribos deveriam pedir perdão a Gaia pelos crimes cometidos contra as demais raças transmorfas, especialmente as extintas.


Mas isto trouxe simpatizantes.


A Matilha dos Pecados Passados é única, não se atendo a nenhum caern ou septo em específico, por mais que nas terras dos Children of Gaia e dos Stargazers ela sempre encontre pouso seguro garantidos. Ela continua levando as palavras inspiradoras de Espírito-que-Uiva, que acabou sendo morto por outros Garous intolerantes – destino não raro de seus integrantes. Estes, sempre renovando, são Garous que ouvem a palavra e partem, uma vez que a semente do questionamento ao ocorrido nas Guerras da Fúria já estava em seus corações, seja por um sentido nato de justiça, vergonha, participação de sua linhagem no massacre das outras raças, a lembrança vívida do ocorrido em vidas passadas. Para os mais conservadores, eles são perigosos desordeiros, que balançam a tão necessária fé dos Garou em serem os primeiros guardiões de Gaia. Para os que realmente sabem ouvi-los com o coração, eles executam um trabalho abençoado.


Eles são escorraçados de quase todos os lugares que andam, rejeitados tanto pelos seus irmãos de raça como daqueles pelos quais pedem o perdão, vivos e mortos. Sua presença, se aceita, costuma ser tolerada por pouco tempo, especialmente quando sua mensagem sobre contrição dos espíritos ancestrais das raças mortas de Gaia é ouvida.


Seus aliados são poucos e discretos, entretanto sendo de grande valia, havendo seus membros desenvolvido ou redescoberto antigos segredos-chave em suas peregrinações – o que desperta a cobiça de alguns Garous mais cruéis.


Muito da suspeita sobre a Matilha recai exatamente sobre seus membros e aliados: Garous desterrados, ou que conduzem estudos proibidos, espíritos estranhos e não exatamente confiáveis.


Nessas breves 'palestras', comoventes apresentações são feitas, encenando o ocorrido, montado pelos dois Galliards do grupo. Além disso, a Matilha possui um determinado número de elaborados ritos de contrição que está disposta a ensinar a qualquer septo, trabalho contínuo elaborado desde sua primeira formação.


A frente de batalha contra a Wyrm escolhido é bem difícil: o dos corações de Garous e Ferae. Seus detratores também costumam dizer que eles são Garous que gastam seu tempo em jornadas inúteis, pois o que já foi, já foi, e eles poderiam estar servindo no combate direto contra o verdadeiro inimigo - sendo isto uma elaborada desculpa para covardes.


Que ninguém, entretanto, duvide da proeza em combate dos Garous desta matilha, extremamente afiada em táticas de combate: não há muito o que se fazer contra eles, quando um mestre esgrimista Silver Fang e um sensei de kailindo estão do mesmo lado.


A Matilha dos Pecados Passados ainda cobra um preço extra aos seus filhos: devido ao contínuo desagrado pelas questões levantadas por eles face aos demais Garou, costuma haver uma perda de Honra e, em alguns casos, até mesmo Glória, obrigando os Garous a permanecerem em seus ranks por um longo tempo. Mesmo Longo-Vôo-da-Águia ainda é um Adren, mesmo após todas estas décadas.

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