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Porta do Porão

Cena da Descoberta

A casa de Johann foi um achado dentre várias casas a venda. Seu estilo antigo é percebido dentre os inúmeros defeitos aparentes como tábuas caídas e tintas mal escolhidas. Localizada dentro de um subúrbio residencial do Distrito de Copenhaga, relativamente mais próximo ao caern do que a cidade de Copenhague. Sua mobília foi toda aproveitada pelo jovem finlandês e apesar de antiga, tinha seu valor visto que o dinheiro não era fácil, apesar da excelente situação de Johann e suspeitas nunca são boas de serem levantadas. Apenas os aparelhos como geladeira e fogão tiveram de ser comprados.

A noite estava calma, assim como todas as noites tem sido relativamente, depois do ritual executado por Rastros-sob-a-Lua. Ainda se ouvem rumores e burburinhos pelo caern porém nada está sendo comentado abertamente desde que Cérberus assumiu uma posição positiva em relação ao Theurge.

A pouca luz da rua vinha de postes repetitivamente colocados e da janela do porão da casa. O frio deixava o vidro embaçado numa luta eterna com o calor interno.

Lá dentro os três irmãos continuavam suas pesquisas. Johann coçava os olhos cançados enquanto Uivo rabiscava desenhos sobre alguns papéis. Sophis já tinha se levantado e ido fazer um café, depois de esbarrar na caixa do último computador comprado, que Seawulf ainda não tinha jogado fora.

Os dois garous já não tinham mais idéias e o sono estava castigando-os. Já seguiam-se várias noites de pesquisa e com vários progressos.

A jovem Fúria Negra volta com um bule quentinho. O cheiro inconfundível de café, mesmo estando ruim pois naquela hora o paladar não mais funcionava também, acordou os dois, assim como Hassam, que desceu para roubar uma xícara.

Os quatro ficaram ali mais algum tempo conversando sobre como a cidade estava agradável e nem perceberam os primeiros raios de sol refratando-se sobre o orvalho da vidro da janela.

O pequeno facho colorido iluminou a mesa, deixando os papéis multi-coloridos. A mobília do porão era um conjunto sem relação de mobílias não aproveitadsa da casa. Alguma coisa empilhada, assim como enfeites antigos. Ao fundo uma porta emperrada e nunca aberta, pela qual via-se pelo buraco da fechadura, mais quinquilharias.

O jovem finlandês estava cansado e mesmo o papo de Hassam, sempre interessante com histórias de Águias Gigantes dignas de Tolkien, não estava conseguindo manter-lhe acordado. Entre algumas piscadelas mais pesadas, seus olhos começaram involuntariamente a seguir o facho de luz. As palavras dos outros já eram sons sem sentido.

A luz caminhava enquanto o café chegava ao seu fim. algo como um novo bule era falado mas Johann não consegui prestar mais atenção. Seus olhos deram uma piscadela forte quando o facho de luz daquele pequeno arco-íris cobria a porta ao fundo.

Ao abrir os olhos, a porta não mais era de madeira velha e escurecida pelo tempo e pela poeira nucna tirada. Era uma bela porta de madeira clara muito lisa onde as dobradiças eram de cobre reluzente e a maçaneta era de minucioso trabalho imitando a cabeça de um leão vista de lado.

Johann levantou de supetão, olhando a porta com olhos espantados. Neste momento todos se assustaram com o cair, de uma prancheta de papéis, ao chão e olharam para o jovem Shadow Lord. Eles acompanharam o olhar intrigado do jovem e começaram a ver a porta, assim como ela a via. A sala aos poucos se transformava e tornava-se mais bela e rica em adornos. Na junção do teto com a parede lindas peças de madeira com flores enfeitavam o cômodo.

Sem pensar todos viraram-se para Hassam indagando-o com olhares surpresos. O jovem exu sem pensar olhou para eles e disse:

- O que foi? É uma porta bonita eu sei...

Os olhares continuaram mudos por algum tempo e ele completou:

- Vocês nunca tinham visto esta porta? Sempre esteve aí!

Ao perceber que a perplexão de todos era brutal, ele pula de sua cadeira e colocando as mãos sobre a mesa, olha para todos e fala baixo:

- Só que não tenho a chave e algumas portas... bem... algumas portas não devem ser simplesmente arrombadas.

E pisca para Johann, o dono da casa.

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